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Zero Trust no mercado financeiro: o que é e como aplicar?

Zero Trust no mercado financeiro é uma abordagem de segurança em que nenhum usuário, dispositivo, aplicação ou serviço recebe confiança implícita apenas por estar dentro da rede corporativa. 

Cada acesso deve ser autenticado, autorizado e limitado ao necessário, reduzindo a exposição de dados, sistemas financeiros, credenciais e ativos criptográficos em caso de comprometimento.

Bancos, fintechs e instituições de pagamento operam hoje em ambientes distribuídos, com APIs, serviços em nuvem, integrações externas, aplicações legadas, sistemas regulatórios e diferentes identidades humanas e de máquina.

Nesse cenário, proteger apenas o perímetro da rede deixou de ser suficiente. A segurança precisa acompanhar cada recurso, identidade e comunicação, independentemente de sua localização.

É justamente essa mudança de lógica que está no centro do Zero Trust.

O que é Zero Trust?

Zero Trust é um modelo de segurança baseado na ausência de confiança implícita. De acordo com a arquitetura definida pelo NIST (National Institute of Standards and Technology) no SP 800-207, a localização de rede ou a propriedade de um ativo não devem, isoladamente, ser utilizadas para conceder confiança. O foco deixa de estar apenas na proteção do perímetro e passa para usuários, ativos e recursos.

Na prática, estar conectado à rede interna de uma instituição não significa que determinado usuário, dispositivo ou serviço deva ter acesso automático a outros recursos.

Cada solicitação precisa ser avaliada conforme as políticas estabelecidas.

O modelo também considera que toda comunicação deve ser protegida independentemente da localização da rede e que o acesso deve ser concedido por recurso e com os menores privilégios necessários.

Portanto, Zero Trust não significa simplesmente “não confiar em ninguém”. Significa não transformar confiança presumida em autorização permanente.

Por que Zero Trust é especialmente relevante para o mercado financeiro?

Instituições financeiras trabalham com ativos particularmente sensíveis: informações cadastrais e financeiras, transações, credenciais, certificados digitais, chaves privadas e integrações com infraestruturas críticas.

Ao mesmo tempo, a arquitetura tecnológica tornou-se mais distribuída.

Uma única operação pode envolver aplicações internas, microsserviços, APIs, ambientes em nuvem, parceiros e sistemas externos.

Nesse contexto, uma credencial comprometida não deveria abrir caminho para toda a infraestrutura.

O Zero Trust procura justamente limitar esse risco, restringindo privilégios e reduzindo a possibilidade de movimentação lateral de um invasor após o comprometimento inicial.

Isso aproxima o modelo de uma pergunta fundamental: “mesmo que alguém consiga entrar no ambiente, até onde essa identidade conseguirá chegar?”

Quais são os princípios do Zero Trust?

Embora a implementação varie entre organizações, alguns princípios ajudam a estruturar uma arquitetura Zero Trust.

Não conceder confiança pela localização

Uma aplicação, pessoa ou dispositivo não deve ser considerado confiável simplesmente porque está dentro da rede corporativa.

O acesso precisa depender da identidade e das políticas aplicáveis ao recurso solicitado.

Aplicar o menor privilégio

Cada identidade deve acessar somente os recursos necessários e possuir apenas as permissões necessárias para executar sua função.

O NIST também descreve abordagens de just-enough e just-in-time access, nas quais os privilégios são disponibilizados na medida e no momento necessários.

Proteger todas as comunicações

A comunicação entre sistemas deve ser protegida mesmo quando ocorre dentro da infraestrutura da organização.

Esse princípio é particularmente importante em arquiteturas distribuídas, nas quais aplicações e serviços se comunicam continuamente.

Avaliar identidade e contexto

A decisão de acesso pode considerar diferentes atributos, como identidade, credenciais, dispositivo, recurso solicitado e contexto da solicitação.

Operar considerando a possibilidade de comprometimento

Zero Trust parte do pressuposto de que ameaças podem existir tanto fora quanto dentro do ambiente. Por isso, a arquitetura procura reduzir o impacto caso uma identidade, dispositivo ou sistema seja comprometido.

Zero Trust também se aplica a aplicações e serviços?

Sim. Esse é um ponto importante para evitar que Zero Trust seja reduzido à autenticação de funcionários.

Em ambientes modernos, identidades de máquina também precisam ser autenticadas e autorizadas.

Microsserviços, APIs e aplicações realizam operações entre si sem intervenção humana. Uma aplicação financeira, por exemplo, pode precisar solicitar uma operação criptográfica a outro serviço.

O NIST destaca, inclusive para ambientes cloud-native e multicloud, a importância de políticas baseadas em identidades de aplicações e serviços, além das identidades de usuários.

Nesse cenário, mecanismos como mTLS (Mutual TLS) podem ser utilizados para autenticação mútua entre componentes.

Isso permite que um serviço valide a identidade do outro antes de estabelecer uma comunicação protegida.

Qual é o papel do RBAC no Zero Trust?

O RBAC (Role-Based Access Control) permite conceder permissões conforme papéis previamente definidos.

Um administrador, uma aplicação, um operador e um auditor, por exemplo, não precisam possuir os mesmos privilégios.

No Zero Trust, RBAC pode contribuir para implementar o princípio do menor privilégio, mas não representa sozinho uma arquitetura Zero Trust.

Uma estratégia completa pode combinar RBAC com autenticação forte, políticas contextuais, segregação de funções, proteção das comunicações, monitoramento e revisão contínua dos acessos.

Para ativos criptográficos, essa granularidade ganha especial importância.

Uma aplicação pode receber autorização para solicitar uma assinatura digital utilizando determinada chave sem necessariamente ter autorização para exportá-la, excluí-la ou modificar suas políticas.

Como aplicar Zero Trust no mercado financeiro?

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A adoção deve ser tratada como uma evolução arquitetural, e não como a instalação de um único produto.

Um caminho consistente inclui:

  1. Mapear recursos críticos: identificar sistemas, dados, APIs, certificados, chaves e aplicações que precisam de maior proteção.
  2. Mapear identidades humanas e de máquina: compreender quem ou o que acessa cada recurso.
  3. Revisar privilégios: eliminar permissões excessivas e aplicar menor privilégio.
  4. Fortalecer autenticação: utilizar mecanismos adequados ao risco de cada acesso, incluindo MFA nos cenários aplicáveis.
  5. Proteger comunicações: adotar canais seguros e autenticação entre sistemas.
  6. Segmentar ambientes críticos: limitar comunicação desnecessária e movimentação lateral.
  7. Centralizar ativos criptográficos: reduzir a dispersão de chaves e políticas de acesso entre aplicações.
  8. Monitorar e auditar: registrar eventos relevantes e acompanhar continuamente acessos e alterações.

A implementação pode ser gradual, priorizando inicialmente os ativos com maior impacto operacional e de segurança.

Zero Trust e os requisitos de segurança do Banco Central

Zero Trust não é, por si só, uma exigência regulatória única que substitua os demais controles de segurança. Entretanto, diversos princípios do modelo se relacionam diretamente a controles exigidos no mercado financeiro.

A Resolução CMN nº 4.893/2021 determina para as instituições abrangidas controles relacionados a autenticação, criptografia, prevenção e detecção de intrusão, rastreabilidade, gestão de vulnerabilidades, controle de acesso e configuração segura de ativos tecnológicos.

As alterações de 2025 reforçaram ainda requisitos específicos para ambientes críticos. Para comunicações pela RSFN (Rede do Sistema Financeiro Nacional), por exemplo, foram estabelecidos controles adicionais relacionados aos ambientes Pix e STR (Sistema de Transferência de Reservas), incluindo MFA (autenticação multifator) para acessos administrativos e isolamento físico e lógico desses ambientes.

A regulamentação também passou a explicitar controles físicos e lógicos sobre chaves privadas e mecanismos destinados a evitar seu compartilhamento indevido.

Portanto, uma estratégia Zero Trust pode contribuir para a arquitetura de segurança da instituição, mas a aderência regulatória precisa ser avaliada considerando integralmente as normas aplicáveis ao negócio e à instituição.

Qual é o papel da criptografia em uma arquitetura Zero Trust?

Zero Trust controla quem pode acessar determinado recurso. A criptografia acrescenta proteção às informações e às comunicações envolvidas nesses acessos.

Os dois conceitos são complementares.

Em ambientes financeiros, chaves privadas podem estar relacionadas a assinatura digital, autenticação de sistemas, estabelecimento de conexões seguras e proteção de informações.

Por isso, não basta proteger o acesso dos colaboradores. Também é necessário controlar:

  • Quais aplicações podem utilizar determinada chave;
  • Quais operações estão autorizadas;
  • Onde as chaves são custodiadas;
  • Quem pode administrá-las;
  • Como os acessos são autenticados;
  • Como as operações são registradas e auditadas.

A gestão dos ativos criptográficos passa, portanto, a fazer parte da própria estratégia de controle de acesso.

Como o PRODIST STS contribui para uma estratégia Zero Trust?

É importante fazer uma distinção: o PRODIST STS não é uma plataforma Zero Trust completa. Seu papel está na camada criptográfica e de controle de acesso a ativos críticos, contribuindo com mecanismos compatíveis com alguns dos princípios desse modelo.

A solução oferece gestão centralizada de ativos criptográficos, autenticação baseada em certificados por mTLS, controle de acesso baseado em papéis (RBAC), auditoria das operações e diferentes formas de integração, incluindo componentes, sistema de arquivos e microsserviços com OAuth2.

Também pode trabalhar com diferentes tecnologias para a custódia das chaves, incluindo KMS próprio, HSMs homologados, Vaults corporativos e serviços de KMS em nuvem.

Em vez de aplicações possuírem acesso indiscriminado aos ativos criptográficos, a instituição pode estabelecer uma camada centralizada na qual identidades e permissões determinam quais operações estão autorizadas.

Isso se relaciona diretamente a princípios importantes do Zero Trust: autenticação explícita, menor privilégio, proteção das comunicações e controle granular sobre recursos críticos.

PRODIST: experiência em criptografia para arquiteturas financeiras mais seguras

Implementar Zero Trust no mercado financeiro exige combinar diferentes tecnologias, processos e políticas. 

Gerenciamento de identidades e acessos, autenticação multifator, segmentação, monitoramento, segurança de dispositivos finais e proteção de interfaces de programação de aplicações podem fazer parte da estratégia, e a segurança dos ativos criptográficos não deve ficar fora dessa arquitetura. 

É nessa camada que a PRODIST concentra sua especialização.

Fundada em 1987, a PRODIST desenvolve soluções de criptografia e segurança para operações críticas. Sua tecnologia atende integrações relacionadas aos ecossistemas Pix, SFN, NÚCLEA e SPED.

Com o PRODIST STS, podemos centralizar a gestão e proteção de ativos criptográficos, estabelecer controles de acesso e integrar diferentes tecnologias de custódia, reduzindo a exposição das chaves às aplicações.

A PRODIST também acompanha os projetos desde o desenho da arquitetura até a operação em produção, com atendimento técnico direto, opção de suporte 24×7 e resposta a chamados em até 15 minutos durante o horário comercial.

Essa combinação de experiência no Sistema Financeiro Nacional, tecnologia própria, especialização em criptografia e suporte técnico posiciona a PRODIST como parceira para instituições que precisam incorporar controles de segurança robustos às suas arquiteturas críticas.

FAQ – Zero Trust no mercado financeiro

O que é Zero Trust no mercado financeiro?

Zero Trust no mercado financeiro é uma abordagem de segurança que elimina a confiança implícita e exige autenticação, autorização e controle de acesso aos recursos de acordo com políticas previamente estabelecidas.

Quais são os principais princípios do Zero Trust?

Entre os principais princípios estão ausência de confiança implícita, menor privilégio, proteção de todas as comunicações, autenticação e autorização dos acessos e monitoramento contínuo.

Zero Trust substitui firewall e outras ferramentas de segurança?

Não. Zero Trust é uma abordagem arquitetural. Firewalls, MFA, IAM, criptografia, segmentação, monitoramento e outras tecnologias podem compor uma estratégia Zero Trust.

Qual é a relação entre Zero Trust e menor privilégio?

O menor privilégio determina que cada identidade receba apenas os acessos necessários para realizar sua função, reduzindo o impacto de uma credencial ou conta comprometida.

Zero Trust também protege chaves criptográficas?

Zero Trust pode orientar os controles de acesso às chaves, mas sua proteção também depende de tecnologias e políticas específicas de gestão e custódia criptográfica.

Como mTLS contribui para uma arquitetura Zero Trust?

O mTLS permite autenticação mútua entre sistemas por certificados digitais, ajudando aplicações e serviços a verificar suas identidades antes de estabelecer uma comunicação protegida.

Como o PRODIST STS contribui para o Zero Trust?

O PRODIST STS oferece recursos como RBAC, autenticação mTLS, gestão centralizada de chaves, auditoria e integração com HSM, KMS e Vaults, contribuindo para o controle e proteção de ativos criptográficos em arquiteturas que adotam princípios Zero Trust.

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Technology for secure financial transactions. Prodist develops encryption and digital signature solutions for the Pix, SFN, NÚCLEA, and SPED ecosystems to meet the regulatory requirements of the financial market.

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