Conteúdo PRODIST

Criptografia no SFN: como proteger a comunicação entre instituições financeiras

A criptografia no SFN (Sistema Financeiro Nacional) é um dos mecanismos fundamentais para proteger a comunicação eletrônica de dados entre instituições financeiras e os sistemas que integram o Sistema Financeiro Nacional. 

Na prática, a segurança depende da combinação entre criptografia, assinatura digital, certificados, proteção de chaves e controles de acesso, seguindo os requisitos técnicos definidos pelo Banco Central do Brasil para a RSFN (Rede do Sistema Financeiro Nacional) e seus diferentes serviços.

Em um ambiente no qual mensagens financeiras podem representar ordens, liquidações, registros e outras operações críticas, não basta transmitir os dados: é necessário garantir que eles permaneçam protegidos, íntegros e associados à identidade correta durante todo o processo.

O que é a criptografia no SFN?

A criptografia no SFN é o conjunto de mecanismos utilizados para proteger mensagens e arquivos que trafegam entre participantes dos sistemas financeiros, reduzindo o risco de interceptação, alteração ou uso indevido das informações.

A RSFN é a infraestrutura de comunicação utilizada para o tráfego de informações entre participantes autorizados. Seu funcionamento está associado a requisitos técnicos específicos, incluindo documentos de segurança, comunicação e mensageria publicados pelo Banco Central.

A proteção não depende de uma única tecnologia. Ela envolve diferentes camadas, como:

  • Criptografia dos dados;
  • Assinatura digital de mensagens e arquivos;
  • Certificados digitais;
  • Proteção das chaves privadas;
  • Autenticação e controle de acesso;
  • Isolamento dos ambientes críticos;
  • Rastreabilidade das operações.

O próprio Manual de Segurança do SFN define conceitos como chave privada, chave pública, autenticidade e confidencialidade, evidenciando que a proteção dos ativos criptográficos é parte essencial da segurança da comunicação financeira.

Por que a criptografia é essencial para as instituições financeiras?

Instituições financeiras processam informações que podem ter impacto direto sobre movimentações de recursos, liquidação de transações, registros de ativos e funcionamento de serviços financeiros.

Nesse contexto, uma falha na proteção da comunicação pode comprometer não apenas a confidencialidade dos dados, mas também sua integridade e autenticidade.

A criptografia contribui principalmente para quatro objetivos:

Confidencialidade: impede que informações interceptadas sejam compreendidas por agentes não autorizados.

Integridade: permite identificar alterações indevidas nos dados durante o processamento ou transporte.

Autenticidade: possibilita verificar a origem de uma mensagem ou arquivo por meio dos mecanismos de certificação e assinatura.

Rastreabilidade: associada aos registros e controles adequados, permite acompanhar eventos relevantes relacionados ao processamento das informações.

Portanto, segurança criptográfica no SFN não deve ser tratada apenas como uma etapa técnica da transmissão. Ela faz parte da própria confiabilidade operacional dos sistemas financeiros.

Como funciona a proteção da comunicação na RSFN?

O processo pode ser entendido de maneira simplificada como uma sequência de preparação, proteção, transmissão e validação da mensagem.

Primeiro, a aplicação da instituição prepara os dados que precisam ser enviados. Em seguida, os mecanismos de segurança aplicam os procedimentos criptográficos necessários, incluindo assinatura e criptografia conforme o protocolo e o serviço utilizado.

O pacote protegido é então encaminhado pelo meio de comunicação definido pela arquitetura da instituição.

No destino, o processo é invertido: os mecanismos de segurança validam a mensagem, verificam a assinatura e realizam a descriptografia quando aplicável, permitindo que a aplicação destinatária processe o conteúdo.

Em soluções PRODIST voltadas ao SFN, esse fluxo inclui a preparação do pacote SFN, a criptografia, a assinatura e o header de segurança. A solução também pode realizar o processo inverso de leitura, com descriptografia e conferência da assinatura.

Essa separação é importante porque permite que as aplicações de negócio não precisem implementar individualmente toda a lógica criptográfica exigida para cada comunicação.

Quais são os principais requisitos de segurança para a comunicação no SFN?

Os requisitos variam de acordo com o sistema e o serviço utilizado. Por isso, a instituição deve considerar sempre a documentação técnica vigente do Banco Central, incluindo o Catálogo de Serviços do SFN e os Manuais de Segurança e de Redes aplicáveis. A página oficial de comunicação eletrônica do BCB (Banco Central) mantém as versões atuais desses documentos.

Entre os principais pontos de atenção estão:

Proteção das chaves privadas

A chave privada é um dos ativos mais sensíveis de uma infraestrutura criptográfica. Seu comprometimento pode permitir que um terceiro realize operações que deveriam estar restritas à instituição.

Por isso, o controle de acesso físico e lógico às chaves, sua proteção e a prevenção contra compartilhamento indevido são elementos importantes da política de segurança. A regulamentação atual também estabelece requisitos relacionados à guarda e ao controle das chaves privadas.

Gestão de certificados digitais

Os certificados são utilizados para estabelecer identidades criptográficas e suportar mecanismos de autenticação e assinatura.

A própria infraestrutura do SFN possui requisitos específicos para certificados digitais, e o Banco Central mantém informações sobre as autoridades certificadoras e documentos técnicos aplicáveis à RSFN.

Além disso, a atualização de certificados é uma atividade operacional que precisa ser acompanhada. Em julho de 2026, por exemplo, o Banco Central comunicou a atualização de certificados utilizados na mensageria de determinados domínios da RSFN.

Isolamento de ambientes críticos

O isolamento físico e lógico é outra camada importante de proteção.

As regras atuais reforçam requisitos específicos para ambientes relacionados ao Pix e ao Sistema de Transferência de Reservas (STR), incluindo isolamento dos ambientes e controles de acesso administrativo.

Esse tipo de controle reduz a possibilidade de que um comprometimento em outro ambiente da organização alcance diretamente os sistemas utilizados em operações críticas.

Autenticação e controle de acesso

A proteção criptográfica deve estar acompanhada de mecanismos que limitem quem pode acessar sistemas, certificados, chaves e funções administrativas.

Isso significa aplicar o princípio do menor privilégio, separar responsabilidades e controlar rigorosamente as credenciais utilizadas pelos componentes que participam da comunicação.

O que mudou na segurança cibernética do SFN?

A evolução da digitalização do sistema financeiro aumentou a importância dos controles relacionados à segurança cibernética.

Em dezembro de 2025, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional aprovaram novos requisitos relacionados à política de segurança cibernética e à contratação de serviços de processamento, armazenamento e computação em nuvem.

Entre os pontos destacados pelo BCB estão gestão de certificados digitais, integração segura de sistemas, rastreabilidade, controles de acesso, proteção de redes e requisitos adicionais para a comunicação com a RSFN.

A regulamentação também reforçou requisitos relacionados à comunicação eletrônica de dados na RSFN, incluindo controles adicionais para ambientes Pix e STR e a proteção das chaves privadas das instituições.

Para as instituições, isso significa que a segurança da comunicação precisa ser tratada de maneira integrada à governança de tecnologia, à gestão de riscos e à continuidade operacional.

Quais são os desafios da criptografia no SFN?

protecao-dados-sfn-prodist-solucoes-tecnologia-mercado-financeiro

A implementação de mecanismos criptográficos em ambientes financeiros envolve desafios que vão além da escolha de um algoritmo.

Entre os principais estão:

  • Administrar múltiplas chaves e certificados;
  • Controlar o acesso às chaves privadas;
  • Acompanhar validade e substituição de certificados;
  • Manter ambientes de produção e homologação adequadamente separados;
  • Integrar diferentes aplicações e linguagens;
  • Acompanhar alterações nos padrões técnicos;
  • Manter rastreabilidade das operações;
  • Garantir disponibilidade dos componentes criptográficos;
  • Evitar que conhecimentos específicos fiquem concentrados em poucos profissionais;
  • Responder rapidamente a incidentes ou falhas operacionais.

A complexidade aumenta quando diferentes sistemas precisam se comunicar com serviços distintos do BACEN e da NÚCLEA.

Nesse cenário, uma solução especializada pode reduzir a necessidade de desenvolver e manter internamente componentes criptográficos específicos, permitindo que a equipe de tecnologia concentre esforços na aplicação e no negócio.

Como a PRODIST ajuda a proteger a comunicação no SFN?

A PRODIST STS oferece uma camada especializada para instituições financeiras que precisam implementar comunicação segura baseada nos requisitos do SFN, com opções de arquitetura on-premise ou em nuvem.

A solução pode receber os dados preparados pela aplicação e executar o processo de preparação do pacote SFN, incluindo criptografia, assinatura e header de segurança. 

Depois, o pacote pode ser encaminhado ao destino pelo meio de transporte definido pela instituição. No recebimento, a solução realiza o processo de leitura, incluindo descriptografia e validação da assinatura.

Esse modelo permite separar as funções criptográficas das aplicações de negócio, criando uma camada especializada para proteção e processamento das mensagens.

O que a PRODIST STS oferece?

Entre as principais capacidades estão:

  • Empacotamento de mensagens e arquivos;
  • Validação de pacotes de segurança;
  • Criptografia e assinatura de mensagens;
  • Integração por componente, sistema de arquivos ou microsserviço;
  • Controle de acesso por OAuth2;
  • Arquitetura on-premise ou em nuvem;
  • Proteção e gerenciamento de chaves criptográficas;
  • Integração com HSMs de parceiros homologados;
  • Integração com Vaults e KMS em nuvem;
  • Controle de acesso baseado em perfis (RBAC);
  • Autenticação mTLS;
  • Gerenciamento remoto.

Por que utilizar uma solução especializada para criptografia no SFN?

Para instituições financeiras, a principal vantagem está em concentrar funções altamente especializadas em uma camada tecnológica dedicada.

Em vez de cada aplicação implementar individualmente mecanismos de criptografia, assinatura, certificados e proteção de chaves, a organização pode utilizar componentes especializados e integrá-los aos sistemas existentes.

Isso pode contribuir para:

  • Maior padronização dos processos criptográficos;
  • Redução da complexidade de integração;
  • Maior controle sobre chaves e certificados;
  • Facilidade de manutenção;
  • Rastreabilidade;
  • Adequação aos requisitos técnicos aplicáveis;
  • Maior previsibilidade operacional;
  • Redução da dependência de implementações criptográficas desenvolvidas internamente.

A escolha da arquitetura, entretanto, deve considerar os requisitos específicos do serviço, o ambiente tecnológico e as políticas de segurança da própria instituição.

PRODIST: experiência em criptografia e segurança para o mercado financeiro

Fundada em 1987, a PRODIST atua no desenvolvimento de soluções de criptografia e segurança digital para transações financeiras. Nossas soluções estão em operação desde o início do Sistema de Pagamentos Brasileiro, em 2002, e que atende mais de 40 instituições financeiras.

Nosso portfólio contempla soluções para os ecossistemas SFN, BACEN, NÚCLEA, Pix e SPED, com foco em organizações que precisam combinar segurança criptográfica, conformidade regulatória, disponibilidade e integração tecnológica.

Para instituições que precisam implementar ou modernizar sua infraestrutura de criptografia para comunicação com sistemas do SFN, a PRODIST pode apoiar o projeto desde a avaliação do cenário e definição da arquitetura até a implantação e sustentação da operação.

Fale com um especialista da PRODIST para avaliar os requisitos técnicos do seu ambiente e identificar a arquitetura mais adequada para proteger suas comunicações no SFN.

FAQ – Criptografia no SFN

O que é criptografia no SFN?

É o conjunto de mecanismos utilizados para proteger mensagens e arquivos transmitidos entre participantes do Sistema Financeiro Nacional, garantindo propriedades como confidencialidade, integridade e autenticidade.

A criptografia é obrigatória na comunicação do SFN?

Os serviços do SFN possuem requisitos técnicos específicos de segurança definidos pelo Banco Central. A instituição deve observar o protocolo, o serviço e a versão da documentação técnica aplicável.

Qual é a função da assinatura digital no SFN?

A assinatura digital permite verificar a autenticidade e a integridade de mensagens e arquivos, ajudando a confirmar que o conteúdo não foi alterado indevidamente.

Como proteger chaves privadas utilizadas no SFN?

As chaves privadas devem permanecer sob controles rigorosos de acesso e proteção. Dependendo da arquitetura, podem ser utilizados mecanismos especializados como HSM, KMS e serviços de custódia de chaves.

A PRODIST oferece solução para criptografia no SFN?

Sim. A PRODIST oferece soluções especializadas para criptografia, assinatura, empacotamento e validação de mensagens e arquivos destinados a sistemas baseados nos protocolos de segurança do SFN.

A PRODIST STS pode ser instalada em nuvem?

Sim. A solução oferece opções de arquitetura on-premise ou em nuvem, permitindo adequação a diferentes modelos de infraestrutura.

A PRODIST oferece suporte para implantação e operação da criptografia no SFN?

Sim. A PRODIST acompanha projetos desde o desenho da arquitetura até a operação em produção, oferecendo consultoria técnica, manutenção e suporte especializado, incluindo atendimento 24×7 como opção.

Foto de PRODIST
PRODIST

Tecnologia para a segurança de transações financeiras. A Prodist desenvolve soluções de criptografia e assinatura digital para os ecossistemas Pix, SFN, NÚCLEA e SPED, para atender às necessidades regulatórias do mercado financeiro.

Compartilhe

Mais conteúdos

Fale com um especialista

Preencha o formulário e descubra como a PRODIST pode ajudar sua instituição a operar com segurança, conformidade e alta performance. Nós te ajudamos com: