Auditoria e Rastreabilidade são pilares fundamentais para instituições que operam com sistemas do BACEN e NÚCLEA, pois permitem demonstrar como processos foram executados, identificar responsáveis, acompanhar transações e produzir evidências para controles internos, auditorias e supervisão regulatória.
Na prática, isso exige tecnologia capaz de registrar operações, proteger acessos e garantir integridade das informações ao longo de todo o processamento.
No mercado financeiro, não basta que uma transação seja processada corretamente. A instituição também precisa ser capaz de demonstrar o que aconteceu, quando ocorreu, quais sistemas participaram do fluxo e quais mecanismos de segurança foram utilizados.
Essa necessidade ganha ainda mais relevância em ambientes conectados ao Sistema Financeiro Nacional (SFN), nos quais bancos, fintechs, cooperativas de crédito e empresas de meios de pagamento operam sistemas críticos e precisam manter controles compatíveis com exigências regulatórias e operacionais.
Qual é a importância da auditoria e rastreabilidade no mercado financeiro?
Auditoria e rastreabilidade são conceitos complementares.
A rastreabilidade permite reconstruir o histórico de determinado processo, mensagem, arquivo ou transação. Isso envolve manter registros capazes de indicar etapas executadas, eventos, responsáveis, acessos e resultados.
Já a auditoria utiliza essas informações, juntamente com outros controles e documentos, para avaliar se processos, sistemas e procedimentos estão funcionando adequadamente e de acordo com as normas aplicáveis.
No ambiente financeiro, esses mecanismos ajudam a:
- Identificar falhas e inconsistências;
- Investigar incidentes;
- Verificar cumprimento de políticas internas;
- Produzir evidências para auditorias;
- Acompanhar acessos a recursos críticos;
- Demonstrar conformidade com requisitos regulatórios;
- Acelerar o diagnóstico de problemas operacionais.
O Banco Central adota um modelo de supervisão baseado em risco, sustentado pelos pilares de monitoramento e supervisão.
Nesse processo, coleta e analisa informações das instituições e de infraestruturas do mercado financeiro para avaliar riscos tanto do sistema como um todo quanto de cada instituição individualmente.
O que o BACEN exige das instituições?
O Banco Central supervisiona instituições financeiras e demais organizações autorizadas para verificar, entre outros aspectos, o cumprimento das normas vigentes, os controles internos e a adequada gestão dos riscos.
A Resolução BCB nº 130/2021, atualmente vigente com alterações posteriores, estabelece procedimentos relacionados à auditoria independente e determina, por exemplo, a avaliação dos sistemas de controles internos, incluindo sistemas de processamento eletrônico de dados e gerenciamento de riscos. Os relatórios devem evidenciar deficiências relevantes identificadas durante os trabalhos.
Isso ajuda a mostrar por que a rastreabilidade tecnológica é tão importante: quanto melhor estruturados estiverem os registros das operações, maior será a capacidade da instituição de investigar ocorrências, comprovar controles e fornecer evidências durante processos de auditoria.
É importante destacar que não existe um único requisito chamado “rastreabilidade BACEN”. As obrigações variam conforme a instituição, o sistema utilizado e a regulamentação aplicável.
Na prática, diferentes normas exigem controles de acesso, monitoramento, registros, segurança cibernética, documentação e capacidade de demonstrar como determinados processos foram realizados.
Qual é o papel da NÚCLEA nesse ecossistema?
A NÚCLEA atua como infraestrutura relevante para diferentes processos do mercado financeiro brasileiro, incluindo sistemas relacionados a liquidação, registro, portabilidade e processamento de informações.
As instituições que participam desses ambientes precisam seguir normas, manuais técnicos e convenções aplicáveis aos serviços utilizados. Dessa forma, a integração tecnológica deve garantir que os dados sejam preparados, protegidos, enviados e recebidos conforme os padrões definidos para cada sistema.
Esse ambiente está inserido em uma estrutura regulatória mais ampla, formada por regras e diretrizes do Banco Central do Brasil, além de normas de outros órgãos conforme a atividade da instituição, como CVM e SUSEP.
Para quem opera soluções processadas pela NÚCLEA, isso significa que segurança, integridade e capacidade de reconstruir os fluxos operacionais precisam fazer parte da arquitetura, e não serem adicionadas apenas no momento de uma auditoria.
O que uma instituição deve fazer para garantir rastreabilidade?

A rastreabilidade começa antes da geração dos relatórios. Ela precisa estar incorporada aos processos tecnológicos.
Centralizar e padronizar os fluxos
Quanto mais fragmentado estiver o processamento, maior será a dificuldade para reconstruir uma operação.
É recomendável estabelecer processos padronizados para entrada, processamento, validação e saída das informações, evitando que etapas críticas dependam de procedimentos informais ou execuções manuais sem registro.
Controlar os acessos
A instituição precisa saber quais usuários e aplicações podem utilizar recursos sensíveis.
Controles como RBAC (Role-Based Access Control), autenticação baseada em certificados e segregação de funções ajudam a limitar os acessos de acordo com a responsabilidade de cada usuário ou sistema.
Proteger chaves e certificados
Chaves criptográficas e certificados digitais são fundamentais para assinatura, criptografia e autenticação das comunicações.
Por isso, seu ciclo de vida deve ser administrado de forma controlada, incluindo geração, custódia, utilização, rotação e revogação.
Validar mensagens e arquivos
Em integrações críticas, não basta registrar que determinado arquivo foi transmitido.
É importante verificar se ele foi adequadamente preparado, assinado, criptografado e validado conforme o protocolo utilizado.
Manter evidências operacionais
Logs, registros de processamento, eventos de segurança e informações sobre falhas são importantes para investigar incidentes e apoiar auditorias.
A própria regulamentação do Banco Central prevê que relatórios e determinadas documentações permaneçam disponíveis para supervisão por períodos definidos. A Resolução BCB nº 130, por exemplo, traz diferentes obrigações de manutenção documental e acesso pelo regulador.
Quais problemas surgem quando não existe rastreabilidade adequada?
A ausência de registros confiáveis pode transformar um incidente relativamente simples em um problema operacional complexo.
Imagine que uma mensagem enviada para determinado sistema seja rejeitada. Sem rastreabilidade suficiente, a equipe pode ter dificuldade para determinar:
- Qual aplicação originou o processamento;
- Qual versão do arquivo foi utilizada;
- Se a assinatura foi corretamente aplicada;
- Qual certificado participou da operação;
- Em qual etapa ocorreu o erro;
- Se houve uma nova tentativa;
- Qual foi o resultado final.
Esse cenário aumenta o tempo de diagnóstico e pode dificultar auditorias, investigações e demonstrações de conformidade.
Como o PRODIST STS apoia auditoria e rastreabilidade?
O PRODIST STS foi desenvolvido para instituições que precisam se integrar a sistemas do BACEN e da NÚCLEA, centralizando funções críticas relacionadas à segurança das mensagens e arquivos.
A solução realiza etapas como preparação do pacote SFN, criptografia, assinatura, compressão quando necessária e inclusão do header de segurança. No recebimento, executa a abertura do pacote, descriptografia, eventual descompressão e validação da assinatura.
Essa padronização contribui para a auditabilidade porque reduz a dispersão das funções criptográficas entre diferentes aplicações e estabelece uma camada especializada para tratar os pacotes de segurança.
O PRODIST STS também oferece:
- Empacotamento de mensagens e arquivos;
- Validação de pacotes de segurança;
- Integração via componente, sistema de arquivos ou microsserviço;
- Controle de acesso OAuth2;
- Custódia e gestão de chaves;
- Controle de acesso baseado em perfis (RBAC);
- Autenticação mTLS;
- Integração com HSMs, Vaults e KMS em nuvem.
Esses recursos não substituem a auditoria da instituição, mas ajudam a estruturar processos técnicos mais controlados, seguros e passíveis de verificação.
Gestão de chaves também faz parte da rastreabilidade
Uma estratégia de auditoria não deve considerar apenas as mensagens processadas. É importante também controlar os ativos criptográficos envolvidos nessas operações.
No PRODIST STS, o processo de gestão de chaves contempla geração, armazenamento e proteção das chaves utilizadas no empacotamento e desempacotamento das informações. A solução pode utilizar KMS próprio, integrar-se a HSMs homologados ou trabalhar com Vaults e KMS em nuvem.
Para uma instituição, isso facilita a criação de políticas mais consistentes sobre quem pode utilizar determinada chave, qual aplicação possui acesso e como esses ativos são protegidos.
A PRODIST acompanha a instituição durante todo o processo
Rastreabilidade também facilita o suporte. Quanto mais informações estruturadas existirem sobre o processamento, maior é a capacidade de investigar rapidamente uma ocorrência.
A PRODIST acompanha os projetos desde o diagnóstico e definição da arquitetura até a implantação e entrada em produção.
A empresa oferece atendimento direto pela equipe técnica e informa respostas por e-mail em até 15 minutos, além de registro e rastreabilidade dos chamados.
Há também modalidades de suporte 24×7 e atendimento bilíngue para operações que necessitam de disponibilidade ampliada.
PRODIST: segurança e controle para operações reguladas
Fundada em 1987, a PRODIST acumula 39 anos de atuação no desenvolvimento de soluções de criptografia e segurança para o mercado financeiro. Suas soluções para o SFN estão em operação desde o início do SPB, em 2002, e a empresa atende mais de 40 instituições financeiras, com SLA de até 99,96%.
Para instituições que precisam operar sistemas BACEN e NÚCLEA, auditoria e rastreabilidade devem ser tratadas como parte da arquitetura de segurança e governança.
Ao centralizar funções como criptografia, assinatura digital, validação de pacotes, controle de acesso e gestão das chaves, a PRODIST ajuda a criar processos mais padronizados e controlados, facilitando a investigação de ocorrências e a produção das evidências necessárias para controles internos e processos de auditoria!
FAQ – Auditoria e Rastreabilidade no BACEN e NÚCLEA
Rastreabilidade é a capacidade de reconstruir o histórico de processos e operações. Auditoria utiliza essas e outras evidências para avaliar controles, procedimentos e conformidade da instituição.
O Banco Central supervisiona as instituições com foco em risco e verifica o cumprimento das normas, controles internos e processos relevantes para a segurança e estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.
A instituição deve padronizar os processos, controlar acessos, proteger certificados e chaves, validar mensagens e arquivos e manter registros capazes de reconstruir as principais etapas do processamento.
Não. O STS é uma solução tecnológica para segurança e integração. Seus controles de criptografia, validação, gestão de chaves e acesso ajudam a tornar os processos mais controlados e auditáveis, mas não substituem os procedimentos formais de auditoria.
A gestão centralizada permite controlar geração, armazenamento, utilização e proteção das chaves, reduzindo acessos indevidos e facilitando a governança dos ativos criptográficos.

